Quero abrir um livro e nele me aconchegar.
Sorver cada palavra e fluir com sua tensão.
Sonhando nas entrelinhas de novas veredas.
Afago mental, terapia e alento. Meu tempo.
Minha realidade sugada página adentro.
Doce levitação sensorial em suave momento.
Introspecção e calmo divertimento.
Eu leitora-personagem em densa viagem
Devoro ansiosa a imensidão das letras.
Algemas quebradas, não me prende o material;
Pois, o surreal eleva-me em puro riso.
Crédula como criança, brincadeira na mente.
Pelo fio condutor dos olhos vejo uma semente
Que floresce para um êxtase final.
No recanto do peito, suspiro entregue e tomada
Por outros ventos, alimento d'alma.
Revitaliza-se meu céu de estrelas do imaginário
Elisa Maria Gasparini Torres
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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